terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Viagem

Esse também eu tinha tirado do blog, o filho pródigo torna à casa...

VIAGEM

"Ela acordou com o senhor que estava ao seu lado pedindo licença, provavelmente para ir ao banheiro. Notou que ainda era dia, porém, com o nevoeiro denso que se encontrava do lado de fora era impossível ver qualquer coisa. As janelas estavam opacas para quem observava de dentro, tanto pelo nevoeiro quanto pelo fato dos vidros estarem embaçados. Ao retornar o senhor disse:

- Olá, acho que perdi o sono. Tudo bem com você?
Ela pensou consigo mesma “Vai começar a ladainha...” e respondeu:
- Sim, tudo bem. Também acho que perdi o sono.
- Estranho o ônibus não ter feito nenhuma parada ainda, não? Perguntou o senhor.
- Sinceramente não reparei, meu sono é pesado, se houve alguma parada não percebi.
- Teria percebido comigo pedindo passagem.
- É mesmo – respondeu a mulher num tom obviamente irônico – então não houve paradas.
- Desculpe te incomodar, vou tentar ficar quieto.
- Não se preocupe.
O homem se calou, mas ambos não conseguiram dormir. Estavam presos em seus pensamentos mais profundos, por motivos que ficaremos sabendo. No momento, basta descrevermos o ônibus em que se encontravam. Na direção se encontrava um senhor pequeno, sério, e calado. Este não pensava em nada, tinha apenas seu objetivo: levar as pessoas ao seus destinos. Os passageiros eram 8: a mulher e o homem citados anteriormente, ela solteira, de vida fácil e um tanto quanto ranzinza, ele casado, falante, engraçado e com saudade de seus dois filhos – ambos se encontravam no meio do ônibus, por assim dizer; logo ao lado deles estava um casal de idosos; duas fileiras à frente se encontrava um rapaz solteiro; ao lado dele uma mulher e sua criança; bem mais atrás se encontrava um outro homem, magro e pálido, com aspecto triste. Esta viagem é sobre a vida destas oito pessoas.
Ela olhou para o relógio, mas ele não estava funcionando.
- Malditas baterias, se o mesmo fosse de corda não haveria esse problema.
Perguntou as horas para o senhor, mas este não tinha relógio. “Viagem que não acaba, e ainda não paramos para esticar as pernas.” Pensou ela, já entediada. Viu que uma pequena agitação começava a aparecer no interior do ônibus, provavelmente pelo motivo da falta de paradas. A criança começava a resmungar quando o rapaz foi falar ao motorista. Alguns minutos depois ele voltou, pois mesmo sem relógios e maquinas podemos pensar no tempo passando, e talvez este seja o verdadeiro sentido de tempo... talvez. O rapaz então disse:
- É outro motorista. Fizemos uma parada rápida, não me lembro, estava dormindo. Este não conversa, apenas dirige. Muito estranho o caminho que ele esta seguindo, e o nevoeiro lá fora está muito, mas muito denso. Acho que o motorista pegou um caminho secundário, vou reclamar junto à empresa assim que chegar em casa.
Ela olhou de novo para fora, e o rapaz estava certo. O nevoeiro continuava La, deixando opaca a visão para o exterior. E assim os 8 passageiros permaneceram, todos acordados, durante trinta minutos. O leitor pode se perguntar como podemos medir a passagem de tempo neste caso, onde nenhum relógio está funcionando, e dai podemos perguntar: como você mede, ou sente, a passagem do tempo? Estes trinta minutos pareceram uma eternidade para todos os passageiros, e quando nenhum deles conseguia mais se conter, um diálogo começou.
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- Pois é...
- Pois é... tem chovido...
- Acho estranha essa neblina. Muito densa. E este motorista que o rapaz ali da frente falou que trocaram... muito estranho, não percebi nada durante a viagem.
- É... a neblina deve ser por conta do horário, ou da altitude. Disse ela, nosso primeiro pronome, que a partir de agora chamaremos de Lívia. Apesar de este ser seu verdadeiro nome, achamos correto dar nome aos bois... ou às vacas. 
- O rapaz ali da frente voltou um tanto quanto zangado da conversa com o motorista, não?
- É...
Lívia, nosso pronomegênito, era sim uma pessoa chata, de poucas palavras. Mas ela possuía suas razoes. Provavelmente, nós iremos saber quais são. Ou mais provavelmente o leitor irá descobrir quais são.
- Bom, vou ali conversar com o moço. Essa foi a última palavra de Marcos, que estava sentado ao lado de Lívia, antes de se dirigir à Paulo, o rapaz que estava logo à frente.
Peço atenção ao leitor para que fique atento aos nomes. Um autor uma vez disse que dentro de cada um existe algo sem nome, e que isto somos. O que estou dizendo é que, na verdade, o que somos está intimamente ligado ao que representamos. E a representação mais digna, não que seja real, é a de nossos rótulos. Assim, por mais que seja chato, e enfadonho para ser mais prolixo, temos que rotular nossos personagens. Nomes... sendo futilidade ou não, são coisas necessárias.
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Marcos se levantou, e com dificuldades, devido aos solavancos e curvas da estrada, chegou próximo a Paulo. Este estava a olhar para a estrada. Não que a visse, o que era possível de se enxergar era o asfalto, a carcaça do ônibus, as linhas curvas que delimitavam o acostamento e a neblina. A neblina espessa, como se fosse uma nuvem intransponível.
- Olá. Tudo bem?
- Bem.
- Vi que você foi conversar com o motorista. Mudaram de motorista no caminho e eu nem vi!!!! Então, como está a situação ali na ‘cabine de comando’?
- O filho da puta não quis conversar. Ficou olhando para mim, e pra frente. Como se desse pra enxergar algo, com essa porra de neblina do caralho na frente.
Ao lado uma mãe tampava os ouvidos de seu filho, que continuava quieto, porém prestando atenção em tudo e em todos.
- Mas ele não falou nada? Sobre mudanças no caminho ou sobre o porquê da mudança de motorista?
- Nada, o viado ficou lá, olhando para frente, de vez em quando olhando para mim e retornando para a direção. Estou puto com isso. Vou ligar para o 0800 quando chegarmos.
- Calma, temos quanto tempo de viagem? Umas 3 horas? Vamos parar daqui a pouco para esticar as pernas, e daí conversamos com o motorista. Pois então, você trabalha com o que?
- Trabalho com manutenção. Estava indo pra cidade desta merda de ônibus para consertar um aparelho, mas... estou vendo que não vai dar tempo. MERDA!
Marcos viu que a conversa com Paulo não levaria a lugar nenhum. E decidiu conversar com Paula, uma coincidência não tão coincidente.
Paulo continuou a reclamar, olhando para a neblina densa que os cercava, e assim Marcos começou a conversar com Paula, notando que na parte de trás do ônibus um murmurinho também começou.
- Ola, pessoal ta nervoso, não?
- É. Mas também pudera, a viagem não está simples. Acordei, eu e meu menino, há pouco. O Paulo está bem nervoso mesmo, queria chegar rápido, mas... fazer o que não é mesmo? Eu não estou me sentindo nervosa, mas uma ansiedade estranha, isso sim. Neblina estranha.
- Então você conhece o colega ali do lado?
- Sim, é o pai do meu filho.
- Hum, casados há muito?
- Casados há muito?
- Casados sim, separados há pouco.
- Mil perdoes, não poderia saber disso.
- Não se preocupe, continuamos bem, é bom pro moleque.
O moleque continuava prestando atenção em tudo e em todos. Mais ou menos no mesmo instante que Marcos e Paula começaram esta simpática conversa, o casal de idosos também iniciava um dialogo entre eles, e tentaram conversar com Lívia e o doente.
- Maria, cochilei, como você esta?
- Bem! Também cochilei. Tempo feio lá fora não é?
- Sim, sim! Neblina forte. Você não acha moça?
- Uhum!
- Você lembra nossa filha!!! Como você se chama?
- Lívia...
- Prazer, sou o José, essa é minha esposa Maria. Não parece com a Carla, Maria?
- É mesmo. Parece muito. Até o jeitão marrento. Disse a senhora com os olhos afogados em lagrimas.
- Mas vocês moram juntos? Quer dizer, o Paulo esta indo trabalhar noutra cidade... como vocês estão no mesmo ônibus, mal lhe pergunte?
- Nos encontramos sem querer na rodoviária, estou indo visitar uma amiga, que pediu pra eu levar o moleque pra ela conhecer. Amiga da época de escola, muito legal! E você, esta viajando a trabalho também?
- Não, na verdade vou ver uma amiga. E desconversou.
- Não ligue para minha esposa, ela fica emotiva. A Carla faleceu há um tempo. Quando comentei que você parece com ela até arrependi. Mas a verdade é que realmente parece.
- Que pena, meus sentimentos por vocês. 
Todos iremos morrer, pensou friamente o doente no final do ônibus. Ainda calado, mas atento.
Lívia se simpatizou pelo casal, talvez por eles também lembrarem seus pais. Este foi um bom momento para nosso primeiro pronome, visto que ela nem se lembrava dos rostos dos pais desde que saiu de casa, um tanto por vontade própria, outro tanto por ter sido expulsa.
- Mas vocês vão pra onde mesmo?
- Estamos indo passear, dizem que nas redondezas da cidade existe um SPA para pessoas da ‘melhor idade’. Brincou José.
- Sim, existe sim. Já ouvi falar e dizem que é muito bom. E não só para a 3ª idade!! Disse Lívia, mostrando o sorriso lindo que poucas vezes estampava sua face.
- Quem bom, estamos precisando de um descanso. E de repente um tempo para namorar. Ai! A expressão, seguida de uma piscadela para Lívia que a fez também ficar com olhos marejados, foi devido ao tapa que José levou da esposa pelo flerte publico que ela tinha recebido.
- Você conhece bem nosso destino? Quero dizer, a cidade, as pessoas, os lugares?
- Não. Respondeu Paula, achando estranha a vergonha que Marcos sentiu de sua pergunta anterior. Na verdade é a primeira vez que vou a esta cidade. Mas dizem que é bem legal. Espero que o moleque goste.
- Sim sim, a cidade é bela. Acho que vocês dois vão gostar. Especialmente você campeão!! E coçou a cabeça do menino, que a principio não gostou. Muito menos Paulo.
- Também não conheço, nem sabia que a Paula e meu filho iriam. Agora vou arrumar um tempo para ir a algum parque com o garoto e brincar com ele, já que a mãe não deixa em nossa cidade.
- Não é assim Paulo, você sabe.
Enquanto isso o garoto observava. Olhos de lince, ouvidos de morcego, cérebro de gênio. Ele começava a captar a mensagem do ônibus.
Os assuntos prosseguiram. As pessoas mudando, sem deixar de serem as mesmas. Se abrindo umas para as outras. Em breve saberemos um pouco, um resumo, do que cada um destes oito passageiros passou em sua breve estada nesta viagem.
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O motorista seguia, rumo ao destino final de todos. Sim, isto é tudo o que temos para falar dele.
Lívia era uma mulher linda, corpo escultural, inteligente e muito sensual. Talvez por isso fosse tão ranzinza, talvez por isso fosse prostituta. Iniciou a carreira com 17 anos, a primeira vez pela aventura, mas gostou do dinheiro, do cheiro do papel colorido que proporcionava a ela roupas e jóias. Muitos de seus clientes se apaixonaram por ela, inclusive um adolescente, que ela “descabaçou” quando ela 19 anos, já experiente. O garoto apaixonou, descobriu onde ela, com os pais, e fez o que qualquer adolescente faria: escândalo. Os pais descobriram, a expulsaram e nunca mais ela os viu. Mesmo se quisesse, ambos adoeceram e faleceram algum tempo depois. Uns dizem que foi por desgosto, outros por idade mesmo. Desde então Lívia tem feito os homens se apaixonarem por ela, devido ao seu esplendido desempenho na cama, à sua ginga, e principalmente ao fato de ela realmente saber fazer um homem se sentir homem. Podemos resumir sua vida assim: ela gostava do que fazia, e sabia fazer, tinha orgulho, mas não tanto, e queria sair dessa vida.
Paulo conheceu Paula na faculdade, ambos calouros, ambos crianças, ambos inexperientes, ambos apaixonados. O namoro durou muito, durante o período da faculdade, quatro anos. O moleque nasceu durante, com dois anos de relacionamento. Claro que isto atrapalhou os cursos, e claro também que atrapalhou o curso dela. Ele se formou. Eles se casaram. Eles não foram felizes. Eles se separaram, e desde então conseguem viver. Coisa que não faziam,quando estavam juntos, Paulo era violento e batia no moleque, e em Paula. Ela aceitava apanhar, desde que o garoto não sofresse. Mas ele via, ouvia, e sofria. Talvez mais que todos. Não, não era o garoto o culpado de tanta raiva, mas sim uma podridão interior que Paulo guardava, ninguém, nem ele mesmo, sabe de onde veio tanto rancor. Apensar disto, o moleque achava que a culpa era dele, e todos queriam sair dessa vida.
José e Maria, um casal clichê. Mas este casal era esplendoroso. Um amor incondicional, sem traições, com cumplicidade, com sentimento, com compreensão, com amor. Tiveram uma filha, Carla, que faleceu, vitima de solidão, depressão, desespero, infantilidade, como queiram. Desde então, José e Maria tem vivido como a filha, solitários. Viveram a melhor vida juntos, fingiam que continuavam vivendo com o mínimo de felicidade, mas queriam sair dessa vida.
Marcos era um homem casado, bem empregado, salários altos, com bens, propriedades. Um homem inteligente, brincalhão. Amado por todos. E principalmente por todas. Apesar de uma imensa vergonha que sentia, não conseguia ficar um tempo grande (por grande, leia-se alguns meses, dois por exemplo) sem trair sua mulher. Não caro leitor, sua mulher não era feia, era linda. Um corpo muito bonito. Inteligente, simpática, conversava sobre tudo, compartilhava as coisas sobre Marcos. Mas ele não se contentava. Seu corpo e sua mente o obrigavam a gozar dentro de outra mulher. Este era seu vício e seu prazer, e ele queria sair dessa vida.
O doente, este não nomearemos, pode ter qualquer nome. O passageiro doente era uma pessoa inteligente, era uma pessoa simpática, era uma pessoa amável, era uma pessoa querida, era uma pessoa cativante. ERA. Depois que descobriu sua doença ficou doente. Doente de cabeça. Preconceito de si próprio se iguala a qualquer tipo de preconceito. Ele tinha nojo de se tocar, tendo inclusive cortado as mãos devido aos socos que dava no espelho ao ver seu rosto pálido e magoado. Há quem diga que a pior doença dele, talvez a única, era a doença de sua mente. E ele, assim como os outros, queria sair dessa vida.
Desta forma contamos o resumo da viagem de nossos passageiros, uma viagem estranha, conturbada, e com um final feliz, por incrível que pareça.
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Prosseguiram a conversa por umas duas horas (note que este tempo vem da nossa imaginação, que os vemos por fora), neste momento as únicas pessoas que não conversavam eram o doente e o moleque.
Paulo continuava tentando ser simpático com o filho, ao mesmo tempo em que tentava ser antipático com a esposa. Nesse fogo cruzado estava Marcos, que se interessou por Paula, talvez devido ao fetiche dela ser mãe, e do ex-esposo estar tão perto. Às vezes Marcos jogava e a estratégia era ser o oposto do que Paulo era, o que agradava Paula, e ela demonstrava isso, principalmente para irritar, ou tentar reconquistar, Paulo.
Na parte de trás do ônibus, José e Maria estavam muito felizes por ter um pedaço de sua filha de volta, e Lívia feliz por ter um pedaço de seus pais de volta. Os três conversavam e riam como se conhecessem há muito tempo, e isto os alegrava. 
Num dado momento todos pararam de conversar e se entreolharam, todos os oito passageiros. Por um instante entenderam. E continuaram conversando. Mesmo os que não estavam conversando entenderam. 
Na verdade, o moleque, a criança, foi a primeira a entender. Mas não quis parar, não queria deixar de ver o pai e a mãe juntos, flertando, como que se gostasse de ver que eles ainda sentiam algo um pelo outro. Mas viu que não. Viu que tudo, em todos, em todos os oito, tudo não passava de um grande teatro. Um teatro verdadeiro, ele compreendeu. Era verdade que Lívia sentia algo pelos seus pais, era verdade que José e Maria sentiam muito a falta de Carla, era verdade que o doente era a pessoa doente que ele era, era verdade que Marcos flertava, que seu pai gostava dele, que a mãe além de amá-lo amava também o pai. Era verdade. Assim como era verdade que ele deveria ser a pessoa que mostraria a todos o que estava acontecendo.
Ele se levantou. Olhou para todos. Todos pararam de conversar, sabiam o que estava acontecendo, mas tinham medo. Olhou dentro dos olhos de cada um. Com a profundidade de quem diz: “Se cuidem. Entendam. Vocês tinham que ter sido mais, e melhores.” E disse:
- Eu vou.
O ônibus parou. A neblina ainda estava lá. Mas eles estavam enxergando. Ele saiu. Todos se olharam. Não estavam espantados. Não estavam mais com medo. O doente saiu logo após o garoto. Haviam finalmente chegado ao destino final."

sábado, 31 de dezembro de 2011

2011

Oi. Joia?

Não sei porque cargas d'água, mas gosto de fazer um post sobre meu ano que está passando, e o que penso do ano que está por vir.

Há quase dois anos estou trabalhando no Campus Florestal da UFV, na cidade de Florestal. Venho trabalhando muito desde então, e conhecendo pessoas bacanas (ou não)... este ano também foi assim.

2011 foi um ano difícil... Profissionalmente muito pesado, com lutas (quase no sentido literal) em favor do meu objetivo principal no Campus: consolidar o Campus como uma unidade de excelência da UFV, com cursos bons, pesquisa e ensino de qualidade. Em particular, quero que o curso de Física dê certo, e ele vem dando resultados com estudantes muito bons.

Mas, como tem gente que pensa que este Campus da UFV (Federal) deve se portar como coleginho e faculdade superior, onde a ética é inversamente proporcional à grana que entra em seu bolso, esta tarefa se torna complicada. Briguei muito, queimei neurônios, discuti pesado com algumas pessoas, posso ter até arrumado inimizades, mas se alguém vier me dizer que eu TENTAR lutar contra o sistema não adianta, que eu tenho que agir completamente ao contrário do que ensino dentro de sala, aí sim eu desisto da minha profissão de educador.

No primeiro semestre lecionei eletromagnetismo pela primeira vez, e adorei. É a área da física básica que mais gosto, e semestre que vem vou pegar de novo. Neste mesmo semestre eu e meus companheiros da física ralamos, e muito, para mantermos nosso curso, e conseguimos. O curso de Física está numa crescente muito boa, e não vamos deixar a peteca cair.

No segundo semestre lecionei para a agronomia, e acho que eles cresceram muito desde  final de ano passado, qdo dei incríveis 89% de pau na turma. Tô orgulhoso deles. No mesmo segundo semestre, tive que brigar por conta de bolsa de iniciação científica, e o sistema acabou me fudendo... enfim, acontece. Bom tomar na cara pra aprender a se impor em certas situações.

A ralação burocrática continua imensa, impedindo que eu faça algo que estou retornando aos poucos: pesquisa!!! Submeti um artigo este ano, mas tenho que resubmetê-lo e creio que será aceito sem maiores delongas.

2011 foi um ano difícil... Pessoalmente muito pesado. No âmbito amoroso, tive alguns romances bacanas, outros nem tanto, outros piores, outros melhores, mas no final acho que deu certo! :-)

Tenho sorte de ter os amigos e amigas que tenho... eles e elas sempre me perdoam por eu ser o cara maluco que sou. Faltam-me palavras pra descrever todos os momentos felizes (chorar por ganhar uma camisa da eng. alimentos, beber cerveja "às vezes", beijar uma boca gostosa, dançar sem saber dançar, exercer meu direito de sentar, de quicar, de rebolar e de ficar caladinho, não ficar caladinho, fazer bunda lelê na hora mais errada possível, do jamanta, do cadillac, dos almoços com palmito... enfim, muita coisa). Uma palavra resume os momentos ruins, que em 99% das vezes foi por minha causa: desculpem-me. Sou um imbecil travestido de gente boa.

Arrependo-me amargamente de ter vindo pouco a Monlevade, e mais ainda de ter ido pouco à BH. Saudades imensas de meus amigos e amigas Diagonais e de meus amigos e amigas monlevadenses. Uma resolução de ano novo, além de 860 x 640, é de ir em BH encontrar vocês mais vezes.

Enfim... ano que vem é ano par no calendário gregoriano, isto não tem nada a ver, mas é um dado. Que o mundo não acabe, que a Scarlett Johansson case comigo. 2011 foi um ano difícil... 2012 será também... e é por isso que a vida tem graça.

Ano de eleição, então esperem muitos posts aqui (e num facebooquete perto de você) sobre política, no meu estilo babaca de ser.

Uma imagem intitulada "Toma na cabeça, 2011 vadia!"



Beijo. Tchau.

Leo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Proposta de "programa de governo" para Florestal -> 2012


Oi. Jóia?

Pode parecer ingênuo ou óbvio demais o que vou escrever aqui agora, mas estava pensando aqui nas eleições municipais de ano que vem, e decidi colocar alguns pontos que penso serem essenciais aos candidatos. Com o progresso da cidade coisas boas e ruins vem pra cidade, e acho que temos que maximizar as boas e minimizar as ruins. Então, lá vai:

-        Segurança:
-       A cidade é segura, um tanto por ser provinciana, mas também porque não possui pontos de acesso fáceis. Estes pontos podem ser fiscalizados com câmeras eletrônicas que funcionem.
-        É urgente que se faça uma reciclagem no corpo policial de Florestal, para que eles atendam à Lei, e não aos pedidos de uns ou outros. Alguns policiais, poucos de fato, se acham acima da Lei, e isto deve ser abolido.
-        Drogas: é possível fazer um trabalho em conjunto da PM com a vigilância universitária para que haja um controle e um projeto educacional com os estudantes e a população da cidade, de modo a diminuir o uso e a entrada de drogas na cidade.
-        A entrada da cidade (o castelinho do prefeito) pode ser usada como ponto de apoio para a polícia, pois o caminho do Campus até a cidade é perigoso e escuro. Inclusive este caminho pode ser melhor estruturado e iluminado.
-        Educação:
-        As escolas de Florestal são relativamente boas: municipal, estadual e o Campus/CEDAF. Uma proposta é de reciclar os professores das escolas, e ampliar o acesso da população da cidade e da população rural.
-        Pode-se pensar também em um curso pré-ENEM/pré-vestibular, de baixo custo, em conjunto com o Campus, onde é possível aproveitar bons estudantes das licenciaturas do Campus para lecionar.
-        Criação de uma creche de baixo custo, possibilitando que as mães e os pais tenham oportunidade de trabalhar.
-        Cultura:
-        A cidade é carente de espaços culturais, e é sabido que cultura e esporte são essenciais para manter jovens fora da marginalidade. A praça em frente a igreja é um excelente lugar (assim que sua reforma terminar) para se fazer apresentações de bandas, orquestras, grupos teatrais, capoeira, mostra de cultura negra, etc. É possível fazer inclusive sessões de filmes brasileiros e estrangeiros no salão paroquial da igreja matriz.
-        No espaço da AESE seria ótimo para, de quando em vez, ser utilizado para festivais de música: sertanejo, jazz, blues, rock, samba, etc. Atrações musicais bem organizadas podem valorizar o relacionamento entre cidade e estudantes.
-        Uma ideia é de se fazer uma gincana anual que englobe toda a cidade. Um torneio, do estilão de gincana mesmo com atividades culturais e esportivas no estilo “corrida”, com equipes grandes e que proporcione aos moradores da cidade (jovens, adultos, estudantes ou não) a conhecer a cidade e a se divertir na cidade.
-        Esporte:
-        Vide a gincana acima.
-        É possível, com a atual população da cidade, fazer um campeonato organizado de Futsal, de vólei, de basquete, de peteca, etc. “E é sabido que cultura e esporte são essenciais para manter jovens fora da marginalidade.”
-        Pode-se manter contato com grupos de corredores e ciclistas de BH para fazer passeios de bicicleta ou corridas na LMG818.
-        Manter um programa de esporte exclusivo para a terceira idade, com programas de alongamento, caminhadas, e apoio de saúde com medições de pressão, glicose, tecido adiposo, etc.
-        Transporte:
-        O transporte público de Florestal é muito deficitário. É necessário entrar em contato com prefeituras próximas (Pará de Minas? Juatuba? Oi?) e tentar ônibus diretamente para a rodoviária de BH, ônibus de viagem, mesmo que sejam poucos horários por dia. Esta iniciativa não exclui a melhoria do transporte que já existe, o ônibus até a estação eldorado 3593 (tá certo?).
-        O transporte para o Campus é necessário e urgente, pois a acessibilidade até o mesmo é nula. Pode-se pensar um transporte de baixo custo (R$1,00, R$1,50), em poucos horários, mas horários estratégicos, que levem a população até o Campus e vá desde a parte baixa da cidade até a parte alta.
-        Relação com o Campus:
-        A relação da cidade com o Campus, às vezes, aparenta ser um tanto quanto tensa. Esta relação pode, e deve, ser melhorada com projetos de extensão universitária como projetos da aplicação da ciência no dia a dia da cidade, como o uso da agronomia nas áreas rurais do município, etc. O Campus TEM que enxergar com bons olhos a cidade.
-        A cidade TEM que enxergar com bons olhos o Campus, pois só assim este atrito será diminuído. A cidade deve enxergar que o Campus é a principal fonte de renda da cidade. E a prefeitura tem papel essencial nisto, divulgando e trabalhando junto o progresso do Campus. Pode-se pensar em acordos com a câmara de dirigentes lojistas de Florestal de modo a incentivar o comércio e prestação de serviços de bens atrativos a estudantes e funcionários.
-        O Campus deveria incentivar os funcionários a morarem na cidade, e não estou falando na vila dos funcionários, mas na cidade, pagando aluguel e comprando imóveis. Para isto, a prefeitura poderia negociar incentivos para quem quiser se mudar para a cidade.
-        Estrutura da cidade:
-        A cidade sofreu com as chuvas do final deste ano (2011). Se faz necessário para hoje uma estruturação da parte baixa da cidade, com canalização dos riachos e a melhoria das pontes.
-        O CRAS pode ser ampliado e seu serviço idem.
-        É necessário também uma fiscalização severa de todas as obras, barragens, represamentos e construções da cidade, dos sítios e das áreas rurais do município.
-        Penso que é factível fazermos uma pesquisa para saber quais os setores da cidade necessitam de ampliação e melhorias. Quais setores da cidade necessitam de uma melhoria no comércio, por exemplo?
-        As ruas da cidade, e a sinalização das mesmas, podem ser melhoradas.
-        O sistema de esgoto da cidade deve ser melhorado, é difícil vermos bocas de lobo nas ruas e a parte sanitária deve ser totalmente reformulada.
-        O sistema de energia elétrica da cidade foi melhorado, mas quando chove sempre há muitos picos de eletricidade, o que danifica os aparelhos da população.
-        O município pode entrar em contato com prestações de serviço que somos extremamente carentes como internet e bancos. É inadmissível a falta de pelo menos um caixa eletrônico do Banco do Brasil numa cidade como Florestal. A falta de internet banda larga, por descrédito das operadoras, também é uma falta.
-        Saúde:
-        A cidade pode entrar em contato com o plano de saúde da UFV, o AGROS, de forma que ele amplie o posto de saúde da cidade, com ambulâncias novas e um centro de tratamento intensivo ou uma unidade com mesmo fim. O mesmo contato pode ser feito com outras instituições, como UNIMED, São Vicente de Paula, etc.
-        O Campus e a cidade devem entrar em consenso sobre a utilização do posto de saúde de cada um, pois é um absurdo também que seja negada a utilização por parte de um cidadão brasileiro, sendo que há vagas,  de um posto de saúde. Penso que é possível um meio termo para melhorarmos o atendimento de saúde em ambos os postos.
-        Manter, em conjunto com o Campus, um sistema de controle da saúde dos idosos da cidade (vide a parte de esportes).

Enfim, tenho mais ideias sobre isto, mas agora não estou conseguindo colocar no “papel”. Creio que várias outras pessoas tem ideias semelhantes e contrárias. Mas notem que estou pensando no bem da cidade, e desprezo qualquer pensamento que leve ao crescimento do bolso de alguns e da falta de ética.

Abraço, ótimo 2012. E pensem... urna não é penico!

Leo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pearl Jam - 2011

Oi, jóia?

Todo mundo sabe que sou fã de Pearl Jam, que pago pau pra banda a ponto de ser chato com relação a isso... e, sinceramente, depois do show que fui ontem, pago muito, MUITO, mais pau pra eles. Banda perfeita, em sintonia, repertório fantárdigo, 2 horas e 40 min de show, 30 musicas. Não tenho muito o que falar, pois o que senti já me basta.

Bjo, tchau!

Leo

Ps.: Fica chato ficar falando, mas...... PEARL JAM É FOOOOOOOOOODA!!!

O setlist do show de ontem (fucking awesome!!!):

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Facebook e uma discussão interessante

Oi, joia?

Copiando do blog de minha amiga Bárbara (http://tibabity.blogspot.com/), um post no Facebook que gerou uma discussão bacana sobre educação. Valeu Bárbara! :)

Bjo, tchau!

Leonardo Souza:
Tem algo errado comigo, com a maneira que leciono, com as provas que aplico, com algo relativo à minha pessoa, porque NÃO TEM A MENOR CONDIÇÃO de ver o que vejo nas provas. Sério... :'(
Quézia Elizeu: Na boa Léo , que saber o que eu acho , é a gente aluno que estuda pouco isso sim, o que falta é a gente criar vergonha na cara e estudar e entender mesmo oque ta sendo estudado..........o que falta é disciplina ..............e qto a sua aula relaxa pq vc é muito bom, e se vc o contrario vc pode saber que eu te diria que sua aula é bosta ,mas não é , então bola  pra frente e paciencia!!!!!!!!
Samuel Vieira: Também tem outra coisa. Vc tem responsabilidade com a qualidade do ensino que vc ofereçe! Não confunda qualidade com falta de interesse pelas dificuldades dos seus alunos! Na verdade o que vc deve fazer é proporcionar confiança, e um clima favorável para o questionamento! Acho que vc deve perder um tempo pra saber se seus alunos tem pré-requisito, para estar no curso superior, muitos são aprovados mas poucos tem um nível adequado de conhecimento para a universidade! Pode ser que flexibilizar a avaliação ajude, mas não é esse o ponto. Tem gente que simplesmente não aprendeu a aprender, ou tem carências de aprendizado que dificultam isso enormente! E problema a meu ver está na identificação correta disso. Vc deve ter uma turm muito heterogênea, procure conhecê-los, e isso tem que ser feito individualmente, saber de onde vieram onde estudaram, etc. Aí acho que vc terá um bom panorama pra começar...


Leonardo Souza: samuca, mas é claro q o professor e sua metodologia tem culpa. Na minha opiniao vai ser sempre no minimo 50% de culpa. É um jogo de 2 isso, e se tá ruim, os resultados estão ruins, é dever meu (e dos estudantes) procurar entender o q ta errado e achar um denominador comum... mas é foda cara... vou bater um papo pq nao é normal... já dei 89% de pau na mesma disciplina, e agora pego 50% de nota 0 na prova. Po... osso.


Leonardo Souza: E tem mais, a gente oferece recursos pra cobrir carencia, previa ou nao, de conhecimento do estudante. Monitoria, tutoria, até aulkas particulares com os estudantes veteranos a gente propoe. Mas os estudantes nao se interessam... os monitores ficam à toa a maior parte do tempo... po cara, sei la... qdo eu estudava, eu ESTUDAVA porra... meus professores eram ruins, mas eu tentava aprender. Pelo menos vou tentar mudar pra nao ficar nesse jogo de 1 só, que só o estudante é culpado.



Samuel Vieira: Cara, velho, não é um jogo de 2! Esse é o problema. Dependendo da turma que vc tem nas mãos, não tem como dar a matéria do mesmo jeito. Vc já fez uma coisa boa, viu quais as práticas que seus antigos professores tiveram que não contribuíam para o seu aprendizado. OK, a questão é: 1- Os alunos tem entrado nos cursos superiores despreparados do ensino médio. 2- Hoje é muito mais fácil ser aprovado em uma instiuição pública/privada que antigamente, vide Reuni/Prouni. 3- Não tem converça bicho, o autor principal da contrução do conhecimento é o próprio aluno, ainda mais na física, onde o cara tem que quebrar a cabeça com exercícios, e nem sempre a resposta é direta, demanda raciocínio, vc não tem com ensinar a pensar, o caboco tem que querer, pensar! 4- O cara pode se sentir desmotivado ao ver que não consegue fazer um exercício, mas como vc bem disse tem monitores, vc tem uma sala e os caras sequer te procuram! 5- Isso sempre vai existir, cara, mas eu entendo a sua perplexidade.


Bruna Pimenta Neves Aniceto: o leo eu fiz fís 201 com vc e tomei pau, mas falando sério seria muito mais fácil eu ter passado com vc doq quando fiz aqui em viçosa de novo pq aqui é do caralho tá, vc podia mostrar pro pessoal q pode ser muita falta de esforço deles sim, pq quando eu estava aí me faltava muito esforço mesmo... aqui a galera conta com a ajuda de 3 testes mais 3 provas e ainda assim é difícil
mas talvez uma dica seria vc fazer bastante exercício mesmo =s
não pense q a culpa é sua não, suas aulas são excelentes!


Fabio Negreiros Eu concordo em grande parte com voce Samuel, mas a coisa e' que o professor nao pode ser surpreendido com a o nivel dos alunos so' depois de corrigir a prova. A aula e' virada para os alunos, e so se ensina o B depois que o A foi compreendido. Ensinar algo que o aluno nao esteja preparado para entender e' uma perda de tempo tanto para o professor quanto para o aluno. Quando eu corrigia uma prova e via que o nivel do aluno estava muito inferior ao que eu pensava, eu me sentia responsavel sim... nao pelo nivel do aluno (que depende muito do aluno em si, como voce mesmo comentou), mas pelo fato deu nao ter visto a situacao. Por isso o que eu acho que mais faz falta nos professores que eu conheco (eu incluso) e' a conversa constante com o aluno, a busca constante de um retorno, saber se eles estao acompanhando ou nao. Temos que ter muita presenca e fazer com que o aluno que nao queira prestar atencao se sinta excluido da aula. Facil falar, dificil fazer.


Bruna Pimenta Neves Aniceto: sério mesmo leo, florestal me desanimava muito =/ eu comecei a me descabelar esse ano pq vi a diferença aqui em viçosa, principalmente em relação aos alunos, se fossemos comparar, a relação que existe aí entre professores e alunos é muito melhor, muito mais tranquilo pra tirar dúvidas e tal, aqui tem muito professor 'filho de uma mãe solteira' ¬¬ mas aqui pelo menos a galera se dedica muito mais!!


Geraldo Francisco: Leo, eu já assisti sua aula e tal, e com certeza o problema não é com vc. Vc pergunta, explica, reexplica, faz resumo. Não tem como o problema ser com o seu modo de lecionar. Sua aula é super descontraida e vc facilita - ate demais as vezes - as coisas. Na aula de optica que vc me deu ano passado, lembro de tudo, nas de mec. quantica e nas de mecanica também. O problema de uma forma geral é falta de interesse, na maioria das vezes, o aluno so assiste aula e não corre atras, não lêe os livros, não te procura pra tirar duvida ou não corre na biblioteca pra pesquisar em outras biografias. Sem querer puxar saco, mas puxando, vc com certeza é o melhor professor que já tive de fisica - e preciso dizer que gostei muito tambem do Pablo Valentin.
  
Leonardo Souza: ‎1) tento pra danar mudar a aula pra ficar mais dinamica... to tentando dar menos teoria, principalmente nessa disciplina, e dar mais exercicios, mas parece q nao adiantou;
2) se deu 10% só de média, é pq tem algo de errado. Com os estudantes, comigo, com a estrutura, com o material didatico, enfim, tem algo errado. Provavelmente com tudo. E é função minha assumir isso e tentar mudar. Acho q é isso q to sentindo.
 


Samuel Vieira: Veja bem o fundamento do meu argumento: "Conheça muito bem seus alunos!" A vezes conhecê-los é mais importante do que a prática da sala de aula! Depois que conhecer, vc vai ter que corrigir as defasagens deles (apenas para os interessados, filhos da puta tem que tomar no cú, e deixe isso claro) demonstre "claramente" sua vontade de ajudar. Uma coisa que vc pode fazer é chamar cada um na sua sala para bater um papo e conhecê-los, mas deixe que eles façam isso voluntáriamente, não os obrigue. Aí você mostra a prova, pede para que eles tentem fazer uma questão que erraram junto de você, ou então expliquem a que acertaram (aí você pode ver quem tem mais facilidade, quem parece que estudou, etc), isole padrões, veja as semelhanças nas suas dificuldades. Se certifique (ou faça uma escala subjetiva) do grau de interesse dos seus alunos. Pode parecer babaquice mas olhe o caderno, veja se eles tem feito ou tentado fazer as questões que vc propõe (vc deve propô-las sempre). Se a defazagem for grande: Dê aulas extras, para melhorar os pré-requisitos! Como vc pode ver: Isso é deverasmente, complicado!



Leonardo Souza: ainda mais qdo o numero de alunos vai aumentando enormemente!
Samuel Vieira Nisso aí que eu te falei, eu já até sei a resposta: Vc vai ter que ensinar física e matemática de ensino médio! Vc também pode fazer uma estatística de dificuldade de questões com base nos exercícios que você passou. De posse dela você (pelo feeling, ou por experimentos, controlados -- leia-se aplicar as questões que vão ser dadas na prova anteriormente e depois escolher as mais convenientes) escolhe as melhores questões para se cobrar na prova.


Samuel Vieira: Aí se o cara não fizer nada é porque tá te sacaneando! Não se preocupe cara, a moçada curte a sua aula, vc SÓ tem que descobrir porque eles não aprendem! O experiento que eu falei antes vai servir pra vc tirar conclusões que só a experiência na sala de aula vai te dar: Já adianto as respostas: Vc vai ver que os caras não estudam, tente colocar um exemplo resolvido do livro na prova pra vc ver!? Muita gente vai errar!


Leonardo Souza: ja coloquei...

Esse "só" em caixa alta foi muito bem colocado...

Mas, tipo, me preocupo e vou tentar fazer algo, pq do jeito q ta nao da pra continuar....



Lucas Chamex: o que eu num to entendendo é pq vc num simplesmente acha otimo ferrar todo o mundo, assim como nossos professores fizeram com a gente?


Mário Marcos: Foda Leonardo Souza, na turma de adm 100% dos alunos ficaram abaixo da média. E olha que tinha o pessoal da agronomia com a gente tb... Ninguém conseguiu média... Onde estaria o problema?


Erlon Henrique Martins Ferreira: o problema vem de antes... muita gente chega na universidade quando na verdade não deveria ter saído do ensino fundamental. Isso é apenas o reflexo da política educacional "reprovação zero" do nosso país.


Leonardo Souza: chamex, nao concordo com os professores q tivemos, tento fazer diferente. nao fico nada feliz com resultados ruins...
Mário Marcos: cara, "o problema" são vários, sei somente enunciar alguns: estudantes imaturos, estudantes que nao sabem ainda o que é estudar um curso superior (e consequentemente uma profissão), professores "carrascos", didatica ruim, material didatico ruim, estrutura ruim, etc.
 Falei q sei somente enunciar pois estou completamente perdido tentando achar um jeito de melhorar, nem q seja um pouco, este problema postergado desde a infancia do brasileiro (gastei correctamente o portugues?)


Júlia Brandão leo, você já tá bem melhor! e eu sei que eu não sou a pessoa mais indicada pra falar isso, mas falta um pouco de dedicação da galera mesmo. 



Lucas Chamex Professores "ruins" como os seus formaram vc!


Leonardo Souza: Nossos profs eram ruins, mas nós estudavamos. Zé Cabecao é um exemplo de prof pra vc? Vc sabe do q to falando... formamos pelos profs bons q tivemos e pelo nosso esforço de estudar e compreender o conteudo.


Leonardo Souza: e tipo, só pq tive profs ruins nao quer dizer q me formei mal, muito menos q tenho q ser um prof ruim, capisce?


Lucas Chamex: nem todos os professores foram ruins... vc se esforçou e passou com os bons, carrascos, ruins, perdidos, malucos, que não lavam roupa... dexa a galera se esforçar tb... é só ponderar um pouco!


Leonardo Souza: o problema é justamente esse, motivar a galera a se esforçar igual nos esforçamos. Porra, tivemos ótimos profs: afranio, ze arnaldo, marcelo, ricardo cordeiro, marcos couto, etc (isso na fisica)... mas a gente ralava q nem doido... e vc na elétrica sofreu mais, pq nem prof tinha!:-)
Mas ralou... ah porra... foda isso cara... vou voltar a corrigir prova.


Lucas Chamex: vai lah... e mete a caneta!


Samuel Vieira: Ô Leo, vc tem entender uma coisa: "Nem tudo depende de vc!" Senão meu querido, o "infarto agudo do miocárdio" o espera!


Leonardo Souza: sempre esperar-me-á! :D


Leandro Pessoa: O professor mostra a porta, quem a atravessa é o aluno, nao se culpe!


Leonardo Souza: mas pensem, é melhor me sentir de certa forma culpado q me sentir comodista com a situacao. Vou tentar usar essa "culpa" para tentar fazer algo p melhorar. :)


Samuel Vieira: Sim, tenta mesmo cara! O tempo vai te mostrar que pra suas atitudes existe um ponto de ótimo, e ele é restrito às atitudes dos seus alunos. Trocando em miúdos você pode fazer o melhor de sí, mas se seus alunos não colaborarem, NÃO adianta!


Samuel Vieira: Ou como diria Fernando Sabino: "Não adianta gastar vela boa com mal difunto!"