terça-feira, 27 de outubro de 2009

Minha futura esposa

Ha tempos

Oi, joia?

E ha tempos que eu nao posto algo meu aqui... pois é, coisa pra danar pra fazer. Enfim, resumindo: terminei o doutorado, to esperando a nomeacao do concurso, to de pos-doc na UFMG mesmo (decisao dificil essa... tava pra ir pra Campinas ou RJ), solteiro, tentando emagrecer, ralando pra cacete, saindo um cadim bao e tentando aproveitar isso que a gente chama de vida, pq passa rapido demais.

To sem criatividade nenhuma pra escrever hoje, nem sei pq to escrevendo aqui... tava corrigindo a tese e gastou o 'cébro' todo. Uma coisa boa é q, depois de 2 meses sem receber, em Novembro sai a 1a do pos-doc (eu espero... burocracia é uma MERDA).

Beijo, té.

Musiquinha q tenho ouvido: Sad, Pearl Jam (pra variar... e o CD novo é razoavel, vindo de mim nao é novidade falar q gostei de varias musicas)

All the photographs were peeling
And colors turned to gray
He stayed... in his room with memories for days
He faced... an undertow of futures laid to waste
Embraced... by the loss of what he could not replace

There is no reason that she passed
And there is no god with a plan
It's sad... and his loneliness is proof
It's sad... he could only love you
It's sad

The door swings to a passing fable
A fate we may delay
We say... holding on...delivered in our own brace
He let ‘em as he laid in bed
H oping that dreams would bring her back
It's sad... and his loneliness is proof
It's sad... he could only love you
It's sad

Holding his last breath
Believing... he'll make his way
But she's not forgotten
He's haunted...he's searching for escape

If just one wish could bring her back
It's sad... and his loneliness is proof
It's sad... he will always love you
It's sad

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Musica

Sem tempo pra escrever, entao copio....

Free Bird
Lynyrd Skynyrd
Composição: Ronnie Van Zant / Allen Collins

If I leave here tomorrow
Would you still remember me?
For I must be travelling on, now,
'Cause there's too many places I've got to see.
But, if I stayed here with you, girl,
Things just couldn't be the same.
'Cause I'm as free as a bird now,
And this bird you can not change.
Lord knows, I can't change.

Bye, bye, baby its been a sweet love.
Though this feeling I can't change.
But please don't take it so badly,
'Cause Lord knows I'm to blame.
But, if I stayed here with you girl,
Things just couldn't be the same.
Cause I'm as free as a bird now,
And this bird you'll never change.
And this bird you can not change.
Lord knows, I can't change.
Lord help me, I can't change.

Lord, I can't change.
Won't you fly high, free bird
Yeah

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Diagonal

Ouço essa musica e lembro da Diagonal... tempos bons q nao voltam mais! :D

Sorria, Você Está Sendo Filmado!
Pato Fu
Composição: John

Acordo em meu sono bom
Preparo meu café
Passo vida em meu pão
Saúde ferve no fogão

Dou partida em meu sonho
Cheiro a pura emoção
E a fumaça do sucesso
Já está em cada pulmão

Ligo a tv
Boto o rádio pra tocar
Fecho os olhos
E uso o assento da poltrona
Pra flutuar
Fecho os olhos
E uso o assento da poltrona

E mais tarde com os amigos
Bebo sempre alegria
Asas pra ir embora
Sorriso no fim do dia
Asas pra ir embora
Sorriso no fim do dia

Ligo a tv
Boto o rádio pra tocar
Fecho os olhos
E uso o assento da poltrona
Pra flutuar
Fecho os olhos
E uso o assento da poltrona

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Poema do Marchiori

Oi, joia?

Meu amigo Marcelo Marchiori fez pra mim:

"Ô Leozim, veja como o tempo passa!
Aquele cara baixinho, de barriga saliente,
Retardado da cabeça e cheio de graça,
meio pancada, mas muito inteligente,

Viu o tempo passar, estudando,
(Ah, e também jogando Nintendo),
seus, emails para todos, enviando,
e as caixas dos outros, enchendo.

Cresceu, amadureceu e se destacou,
conseguiu perder alguns quilinhos, com louvor,
Fora, isso estou certo de que nada mudou,
A não ser o fato de que, agora, é Doutor."

Doidimais!!!!!! :D

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

4 olhos

Oi, joia?

Ja nao bastava meus cabelos brancos... em breve Leozim versao 4 olhos.

Astigmatismo, 0.25 esquerdo 0.75 direito.

Vou ficar com cara de nerd... como se ja nao tivesse! :P

Bjo

domingo, 13 de setembro de 2009

Pois é...

Oi, joia?

As vezes bate saudade... saudade de muita coisa. Saudade de coisa que ja acabou e que nao volta mais (minha infancia, por exemplo). Saudade de minha familia, que as vezes demoro a encontrar. Saudade de ser um cara inocente. Saudade das coisas que terminaram mal resolvidas.... Saudade das pessoas que convivi... saudade de amar igual ja amei.

To muito emo. Para com isso.

Mas que tenho saudade tenho.

Bjo

sábado, 12 de setembro de 2009

De volta - Passargada

Oi, joia?

Num sei se alguem ainda le essa merda de brog, mas... vamos la. Tava parado, muita coisa rolando, e as duas ultimas semanas eu tava em paraty (fotos). Paraty e Trindade deixam saudade, sempre. Em Paraty encontrei com o Gerardo Adesso, meu colega la da Italia. Bom demais encontrar com ele, falamos de trabalho, etc. Saudade da Italia...

Enfim, defesa daqui a pouco, to menos tenso que eu achava que estaria. Estudando pra danar, e tentando aproveitar. Sera que vou conseguir zerar fisica direitim? Depois vou tentar botar os agradecimentos da tese aqui nessa bosta de brog, ficou até legal. Sou bom pra escrever coisas emotivas, vou virar compositor do NX-Zero.

Pessoalmente, to blz... familia bem, amigos bem, eu bem, meu bem (thales) ta bem.... acho que soh.

Beijo, tchau.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

E-mails de guerra

De: Adolf Hitler (adolf@nazi.de)
Para: Hirô (hirohito@imperio.jp); Mussa (benito@porpeta.it); Stela (josef@ditaduradoproletario.cc)
Cc: Cadeira (rooooooooosevelt@wheelchair.us); Xuxa (winston@brandy.ing)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 18:45
Assunto: Polônia.

Caros,

segue anexo Polônia, para avaliação.

Atenciosamente.

Adolf Hitler
Führer

PS: Stálin, ainda tá no contexto?


De: Hirohito Naruto (hirohito@imperio.jp)
Para: Alemão (adolf@nazi.de); Carcamano (benito@porpeta.it); Russo (josef@ditaduradoproletario.cc)
Cc: Cadeirão do Roosevelt (rooooooooosevelt@wheelchair.us); Churchiro (winston@brandy.ing)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 18:53
Assunto: RES: Polônia.

Massa, Hitler. Parabéns pela nova aquisição. Quando der, chama a galera para brincar com o novo brinquedo. Poderíamos marcar um japa no final de semana, né? Levo XBox, PSP, PS3 e o karaokê.

Abraço.

Hiroito
Todos somos imperadores de nosso próprio destino. Menos os japoneses.


De: Stálin (josef@ditaduradoproletario.cc)
Para: Fresco (adolf@nazi.de); Fanfarrão (benito@porpeta.it); Japa (hirohito@imperio.jp)
Cc: Inútil (rooooooooosevelt@wheelchair.us); Parceiro no Copo (winston@brandy.ing)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 19:14
Assunto: RES: Polônia.

Stela é sua mãe, alemão de merda! Tô ainda no contexto, é nóis contra eles. Separa aquele controle esquema de Winning Eleven!

Abraço por trás.

Stálin
Este email foi feito com a queima de 37 dissidentes, o que poupou muitas árvores e muita dor de cabeça.


De: Benito Mussolini (benito@porpeta.it)
Para: Truta Forte (adolf@nazi.de); China (hirohito@imperio.jp); Cachaça (josef@ditaduradoproletario.cc)
Cc: Cadeira (rooooooooosevelt@wheelchair.us); Gorducho (winston@brandy.ing)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 19:20
Assunto: RES: Polônia.

LOL!

Rialto do Cadeira, hahahahahahahahahahahahahaha! Mas ae, nem como comida japa. Vou levar macarrão. Barcelona é meu e ninguém tasca. No mais, tô de acordo com o lance da Polônia. CORRÃO judeus!

Abs.

Benito Mussolini
Il Duce. Cappi de tutti cappi.

PS: VAI CADEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEIRA! LOL!


De: Franklin Delano Roosevelt (rooooooooosevelt@wheelchair.us)
Para: Astolfo (adolf@nazi.de); Charlie (hirohito@imperio.jp); Bigode (josef@ditaduradoproletario.cc); Bolota (benito@porpeta.it); Charuto (winston@brandy.ing)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 19:47
Assunto: RES: Polônia.

Não concordo com o anexo. Sugiro que Hitler vá tomar no cu.

Abs.

PS: Hitler, falta o cajado de Moisés na sua vida? Peça para que os judeus lhe enfiem a vara.

FDR.
Commander in chief of United States of America
Se a vida lhe deu rodas, aposte corrida com crianças.


De: Winston (winston@brandy.ing)
Para: Abstêmio (adolf@nazi.de); Meu amigo Charlie Brown (hirohito@imperio.jp); Parceiro (josef@ditaduradoproletario.cc); Benito de Paula (benito@porpeta.it); Cadeira(rooooooooosevelt@wheelchair.us)
Enviada em: sexta-feira, 01 de setembro de 1939 21:10
Assunto: RES: Polônia.

Ae, sexta-feira, dia de tomr umas! Que cêis vão fazer? Não vi a prarada do anexo, mas a polônia tem umas vódega boa. Tô bêbasso, malae. Vamo num happy ae, tomar umas e tal.

Hitler, se fode ae na Polonia.

Cadeira, mal ae, mas o apelido Cadeira é foda, hahahahahahahahahah.

Abraz!

Winston Churchill
Com a marvada pinga
É que eu me atrapaio
Eu entro na venda e já dou meu taio
Pego no copo e dali nun saio
Ali memo eu bebo
Ali memo eu caio
"Inezita Barroso"

domingo, 26 de julho de 2009

Viagem

O texto completo. Eu acho! :D

Viagem, by Leo Diagonal

1: http://ildiagonale.blogspot.com/2009/05/viagem.html
2: http://ildiagonale.blogspot.com/2009/05/continuando.html
3: http://ildiagonale.blogspot.com/2009/07/viagem-3.html
4: http://ildiagonale.blogspot.com/2009/07/viagem-4.html
5: http://ildiagonale.blogspot.com/2009/07/viagem-5.html


Falou.... té. Back to thesis.

Viagem 5

Prosseguiram a conversa por umas duas horas (note que este tempo vem da nossa imaginação, que os vemos por fora), neste momento as únicas pessoas que não conversavam eram o doente e o moleque.

Paulo continuava tentando ser simpático com o filho, ao mesmo tempo em que tentava ser antipático com a esposa. Nesse fogo cruzado estava Marcos, que se interessou por Paula, talvez devido ao fetiche dela ser mãe, e do ex-esposo estar tão perto. Às vezes Marcos jogava e a estratégia era ser o oposto do que Paulo era, o que agradava Paula, e ela demonstrava isso, principalmente para irritar, ou tentar reconquistar, Paulo.

Na parte de trás do ônibus, José e Maria estavam muito felizes por ter um pedaço de sua filha de volta, e Lívia feliz por ter um pedaço de seus pais de volta. Os três conversavam e riam como se conhecessem há muito tempo, e isto os alegrava.
Num dado momento todos pararam de conversar e se entreolharam, todos os oito passageiros. Por um instante entenderam. E continuaram conversando. Mesmo os que não estavam conversando entenderam.

Na verdade, o moleque, a criança, foi a primeira a entender. Mas não quis parar, não queria deixar de ver o pai e a mãe juntos, flertando, como que se gostasse de ver que eles ainda sentiam algo um pelo outro. Mas viu que não. Viu que tudo, em todos, em todos os oito, tudo não passava de um grande teatro. Um teatro verdadeiro, ele compreendeu. Era verdade que Lívia sentia algo pelos seus pais, era verdade que José e Maria sentiam muito a falta de Carla, era verdade que o doente era a pessoa doente que ele era, era verdade que Marcos flertava, que seu pai gostava dele, que a mãe além de amá-lo amava também o pai. Era verdade. Assim como era verdade que ele deveria ser a pessoa que mostraria a todos o que estava acontecendo.

Ele se levantou. Olhou para todos. Todos pararam de conversar, sabiam o que estava acontecendo, mas tinham medo. Olhou dentro dos olhos de cada um. Com a profundidade de quem diz: “Se cuidem. Entendam. Vocês tinham que ter sido mais, e melhores.” E disse:

- Eu vou.

O ônibus parou. A neblina ainda estava la. Mas eles estavam enxergando. Ele saiu. Todos se olharam. Não estavam espantados. Não estavam mais com medo. O doente saiu logo após o garoto. Haviam finalmente chegado ao destino final.

Viagem 4

O motorista seguia, rumo ao destino final de todos. Sim, isto é tudo o que temos para falar dele.

Lívia era uma mulher linda, corpo escultural, inteligente e muito sensual. Talvez por isso fosse tão ranzinza, talvez por isso fosse prostituta. Iniciou a carreira com 17 anos, a primeira vez pela aventura, mas gostou do dinheiro, do cheiro do papel colorido que proporcionava a ela roupas e jóias. Muitos de seus clientes se apaixonaram por ela, inclusive um adolescente, que quando ela descabaçou quando ela tinha 19 anos, já experiente. O garoto apaixonou, descobriu onde ela, com os pais, e fez o que qualquer adolescente faria: escândalo. Os pais descobriram, a expulsaram e nunca mais ela os viu. Mesmo se quisesse, ambos adoeceram e faleceram algum tempo depois. Uns dizem que foi por desgosto, outros por idade mesmo. Desde então Lívia tem feito os homens se apaixonarem por ela, devido ao seu esplendido desempenho na cama, à sua ginga, e principalmente ao fato de ela realmente saber fazer um homem se sentir homem. Podemos resumir sua vida assim: ela gostava do que fazia, e sabia fazer, tinha orgulho, mas não tanto, e queria sair dessa vida.

Paulo conheceu Paula na faculdade, ambos calouros, ambos crianças, ambos inexperientes, ambos apaixonados. O namoro durou muito, durante o período da faculdade, quatro anos. O moleque nasceu durante, com dois anos de relacionamento. Claro que isto atrapalhou os cursos, e claro também que atrapalhou o curso dela. Ele se formou. Eles se casaram. Eles não foram felizes. Eles se separaram, e desde então conseguem viver. Coisa que não faziam,quando estavam juntos, Paulo era violento e batia no moleque, e em Paula. Ela aceitava apanhar, desde que o garoto não sofresse. Mas ele via, ouvia, e sofria. Talvez mais que todos. Não, não era o garoto o culpado de tanta raiva, mas sim uma podridão interior que Paulo guardava, ninguém, nem ele mesmo, sabe de onde veio tanto rancor. Apensar disto, o moleque achava que a culpa era dele, e todos queriam sair dessa vida.

José e Maria, um casal clichê. Mas este casal era esplendoroso. Um amor incondicional, sem traições, com cumplicidade, com sentimento, com compreensão, com amor. Tiveram uma filha, Carla, que faleceu, vitima de solidão, depressão, desespero, infantilidade, como queiram. Desde então, José e Maria tem vivido como a filha, solitários. Viveram a melhor vida juntos, fingiam que continuavam vivendo com o mínimo de felicidade, mas queriam sair dessa vida.

Marcos era um homem casado, bem empregado, salários altos, com bens, propriedades. Um homem inteligente, brincalhão. Amado por todos. E principalmente por todas. Apesar de uma imensa vergonha que sentia, não conseguia ficar um tempo grande (por grande, leia-se alguns meses, dois por exemplo) sem trair sua mulher. Não caro leitor, sua mulher não era feia, era linda. Um corpo muito bonito. Inteligente, simpática, conversava sobre tudo, compartilhava as coisas sobre Marcos. Mas ele não se contentava. Seu corpo e sua mente o obrigavam a gozar dentro de outra mulher. Este era seu vicio e seu prazer, e ele queria sair dessa vida.

O doente, este não nomearemos, pode ter qualquer nome. O passageiro doente era uma pessoa inteligente, era uma pessoa simpática, era uma pessoa amável, era uma pessoa querida, era uma pessoa cativante. ERA. Depois que descobriu sua doença ficou doente. Doente de cabeça. Preconceito de si próprio se iguala a qualquer tipo de preconceito. Ele tinha nojo de se tocar, tendo inclusive cortado as mãos devido aos socos que dava no espelho ao ver seu rosto pálido e magoado. Há quem diga que a pior doença dele, talvez a única, era a doença de sua mente. E ele, assim como os outros, queria sair dessa vida.

Desta forma contamos o resumo da viagem de nossos passageiros, uma viagem estranha, conturbada, e com um final feliz, por incrível que pareça.

Viagem 3

Depois vou juntar os textos em links... mas, tai. Escrevi rapido, no busao. E com preguica. Falous.
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Paulo continuou a reclamar, olhando para a neblina densa que os cercava, e assim Marcos começou a conversar com Paula, notando que na parte de trás do ônibus um murmurinho também começou.

- Ola, pessoal ta nervoso, não?

- É. Mas também pudera, a viagem não está simples. Acordei, eu e meu menino, há pouco. O Paulo está bem nervoso mesmo, queria chegar rápido, mas... fazer o que não é mesmo? Eu não estou me sentindo nervosa, mas uma ansiedade estranha, isso sim. Neblina estranha.

- Então você conhece o colega ali do lado?

- Sim, é o pai do meu filho.

- Hum, casados há muito?

- Casados há muito?

- Casados sim, separados há pouco.

- Mil perdoes, não poderia saber disso.

- Não se preocupe, continuamos bem, é bom pro moleque.

O moleque continuava prestando atenção em tudo e em todos. Mais ou menos no mesmo instante que Marcos e Paula começaram esta simpática conversa, o casal de idosos também iniciava um dialogo entre eles, e tentaram conversar com Lívia e o doente.

- Maria, cochilei, como você esta?

- Bem! Também cochilei. Tempo feio la fora não é?

- Sim, sim! Neblina forte. Você não acha moça?

- Uhum!

- Você lembra nossa filha!!! Como você se chama?

- Lívia...

- Prazer, sou o José, essa é minha esposa Maria. Não parece com a Carla, Maria?

- É mesmo. Parece muito. Até o jeitão marrento. Disse a senhora com os olhos afogados em lagrimas.

- Mas vocês moram juntos? Quer dizer, o Paulo esta indo trabalhar noutra cidade... como vocês estão no mesmo ônibus, mal lhe pergunte?

- Nos encontramos sem querer na rodoviária, estou indo visitar uma amiga, que pediu pra eu levar o moleque pra ela conhecer. Amiga da época de escola, muito legal! E você, esta viajando a trabalho também?

- Não, na verdade vou ver uma amiga. E desconversou.

- Não ligue para minha esposa, ela fica emotiva. A Carla faleceu há um tempo. Quando comentei que você parece com ela até arrependi. Mas a verdade é que realmente parece.

- Que pena, meus sentimentos por vocês.
Todos iremos morrer, pensou friamente o doente no final do ônibus. Ainda calado, mas atento.

Lívia se simpatizou pelo casal, talvez por eles também lembrarem seus pais. Este foi um bom momento para nosso primeiro pronome, visto que ela nem se lembrava dos rostos dos pais desde que saiu de casa, um tanto por vontade própria, outro tanto por ter sido expulsa.

- Mas vocês vão pra onde mesmo?

- Estamos indo passear, dizem que nas redondezas da cidade existe um SPA para pessoas da ‘melhor idade’. Brincou José.

- Sim, existe sim. Já ouvi falar e dizem que é muito bom. E não só para a 3ª idade!! Disse Lívia, mostrando o sorriso lindo que poucas vezes estampava sua face.

- Quem bom, estamos precisando de um descanso. E de repente um tempo para namorar. Ai! A expressão, seguida de uma piscadela para Lívia que a fez também ficar com olhos marejados, foi devido ao tapa que José levou da esposa pelo flerte publico que ela tinha recebido.

- Você conhece bem nosso destino? Quero dizer, a cidade, as pessoas, os lugares?

- Não. Respondeu Paula, achando estranha a vergonha que Marcos sentiu de sua pergunta anterior. Na verdade é a primeira vez que vou a esta cidade. Mas dizem que é bem legal. Espero que o moleque goste.

- Sim sim, a cidade é bela. Acho que vocês dois vão gostar. Especialmente você campeão!! E coçou a cabeça do menino, que a principio não gostou. Muito menos Paulo.

- Também não conheço, nem sabia que a Paula e meu filho iriam. Agora vou arrumar um tempo para ir a algum parque com o garoto e brincar com ele, já que a mãe não deixa em nossa cidade.

- Não é assim Paulo, você sabe.

Enquanto isso o garoto observava. Olhos de lince, ouvidos de morcego, cérebro de gênio. Ele começava a captar a mensagem do ônibus.

Os assuntos prosseguiram. As pessoas mudando, sem deixar de serem as mesmas. Se abrindo umas para as outras. Em breve saberemos um pouco, um resumo, do que cada um destes oito passageiros passou em sua breve estada nesta viagem.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Confissao

Confesso q realmente, desde abril de ano passado, minha vida ta uma loucura. Muita coisana cabeca, muita coisa acontecendo, muita coisa boa, coisas ruins q se tornaram coisas boas na minha cabeca, muito trabalho, muita cerveja, muitos amigos, muita amizade nova. Muito trabalho... muito.

To num pique do caralho... que venham mais trabalhos, pq o pau vai quebrar!!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

UFV

Là e de volta outra vez... serà????????????????????????????????????????
Cansado e muito feliz.

sábado, 13 de junho de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

continuando....

- Pois é...

- Pois é... tem chovido...

- Acho estranha essa neblina. Muito densa. E este motorista que o rapaz ali da frente falou que trocaram... muito estranho, não percebi nada durante a viagem.

- É... a neblina deve ser por conta do horário, ou da altitude. Disse ela, nosso primeiro pronome, que a partir de agora chamaremos de Lívia. Apesar de este ser seu verdadeiro nome, achamos correto dar nome aos bois... ou às vacas.

- O rapaz ali da frente voltou um tanto quanto zangado da conversa com o motorista, não?

- É...

Lívia, nosso pronomegenito, era sim uma pessoa chata, de poucas palavras. Mas ela possuía suas razoes. Provavelmente, nós iremos saber quais são. Ou mais provavelmente o leitor irá descobrir quais são.

- Bom, vou ali conversar com o moço. Essa foi a última palavra de Marcos, que estava sentado ao lado de Lívia, antes de se dirigir à Paulo, o rapaz que estava logo à frente.

Peço atenção ao leitor para que fique atento aos nomes. Um autor uma vez disse que dentro de cada um existe algo sem nome, e que isto somos. O que estou dizendo é que, na verdade, o que somos está intimamente ligado ao que representamos. E a representação mais digna, não que seja real, é a de nossos rótulos. Assim, por mais que seja chato, e enfadonho para ser mais prolixo, temos que rotular nossos personagens. Nomes... sendo futilidade ou não, são coisas necessárias.

Marcos se levantou, e com dificuldades, devido aos solavancos e curvas da estrada, chegou próximo a Paulo. Este estava a olhar para a estrada. Não que a visse, o que era possível de se enxergar era o asfalto, a carcaça do ônibus, as linhas curvas que delimitavam o acostamento e a neblina. A neblina espessa, como se fosse uma nuvem intransponivel.

- Olá. Tudo bem?

- Bem.

- Vi que você foi conversar com o motorista. Mudaram de motorista no caminho e eu nem vi!!!! Então, como está a situação ali na ‘cabine de comando’?

- O filho da puta não quis conversar. Ficou olhando para mim, e pra frente. Como se desse pra enxergar algo, com essa porra de neblina do caralho na frente.

Ao lado uma mãe tampava os ouvidos de seu filho, que continuava quieto, porém prestando atenção em tudo e em todos.

- Mas ele não falou nada? Sobre mudanças no caminho ou sobre o porquê da mudança de motorista?

- Nada, o viado ficou lá, olhando para frente, de vez em quando olhando para mim e retornando para a direção. Estou puto com isso. Vou ligar para o 0800 quando chegarmos.

- Calma, temos quanto tempo de viagem? Umas 3 horas? Vamos parar daqui a pouco para esticar as pernas, e daí conversamos com o motorista. Pois então, você trabalha com o que?

- Trabalho com manutenção. Estava indo pra cidade desta merda de ônibus para consertar um aparelho, mas... estou vendo que não vai dar tempo. MERDA!

Marcos viu que a conversa com Paulo não levaria a lugar nenhum. E decidiu conversar com Paula, uma coincidência não tão coincidente.